Executivos da Globo sonhavam com uma revolução depois de Felipão. A contratação de um executivo com trânsito internacional como Leonardo. E a aposta em um técnico estrangeiro. De renome. Guardiola, Mourinho, Jürgen Klopp. Até o argentino Sampaoli que comanda o Chile. Mas nada disso aconteceu.
A Globo esperava e queria uma revolução. Daria novo ânimo para o futebol, produto que assume como seu.
A confirmação do Dunga como novo técnico da seleçáo, já abalou a relação com Marin e Marco Polo. Foi um balde de água fria. Por mais idôneo que Rinaldi seja, e é, colocar um empresário para tomar conta de todas as seleções é simbólico. Inaceitável. Mas o melhor estava reservado para o nome do técnico.
Nunca um treinador havia rompido com a Globo como Dunga. Ele enfrentou o então presidente Ricardo Teixeira em plena Copa da África do Sul. Ele havia encarcerado a Seleção em um clube de golfe. Proibido o acesso dos jornalistas. E as entrevistas mesmo nas folgas.
Dunga já começa a ser questionado, bombardeado nos programas com espaço para opinião na Sportv. Até a Globo perdeu a história condescendência. A firmeza com que divulgou os 85% de rejeição ao novo ‘velho’ treinador foi significativa. Os executivos não aceitarão passar pelas mesmas situações vividas em 2010. Ter as portas da Seleção fechadas como os outros veículos de comunicação.
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